ABREU E SILVA, Florêncio Carlos de
Gestão - 02/09/1919 - 26/08/1924
Nascido no Rio de Janeiro/RJ, em 13 de janeiro de 1882, filho do Senador Florêncio Carlos de Abreu e Silva e de Gonçalina de Abreu era casado com Wanda Sarmanho de Abreu e Silva. Formado na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 31 de Dezembro de 1905, foi Juiz Distrital de Taquara do Mundo Novo e Juiz de Comarca de São Borja por concurso de 1907, Rio Pardo em 1913 e em Santa Maria em 1917. Convidado para o cargo de diretor do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, sendo substituído provisoriamente por Fernando Antunes, em função de problemas de saúde. Em 08 de agosto de 1924, foi nomeado Desembargador do Superior Tribunal do Estado, deixando a direção do Arquivo em 26 de agosto. Ainda neste ano foi nomeado Procurador Geral, permanecendo no cargo até 01 de agosto de 1927. Atuou como, Advogado do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, Deputado Federal, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, instituição que presidiu até 1934. Falecido em 20 de fevereiro de 1969, no Rio de Janeiro/RJ. No Arquivo Público ampliou o quadro de pessoal, designou a chefia da seção a Eduardo Duarte, que recém ingressava no Arquivo no cargo de cartorário, determinou a transferência de valiosos acervos de caráter histórico da Primeira para a Segunda Seção, fez recolher da Delegacia Fiscal do Tesouro Federal em 208 maços de papéis contendo oitenta mil documentos e vinte livros manuscritos, entre os quais um cadastro territorial do Rio Grande do Sul de 1784. Recolheu, entre eles, documentos do séc. XVIII, incorporado ao acervo sob a rubrica “Administração da Fazenda”. Nessa época, iniciou-se a organização de Biblioteca Histórico Geográfica, destinada a fornecer subsídios à história sul-americana, especialmente do Rio Grande do Sul. Também já prevista no Regulamento de 1913, a publicação da revista do Arquivo Público, destinada à divulgação metódica de memórias históricas, efemérides, catálogos das diversas seções e outras publicações. Em 1923, um importante acervo foi recolhido à Segunda Seção, tratava-se da Coleção Alfredo Ferreira Rodrigues, adquirida pelo Estado por 25 contos de réis. Em sua gestão foi introduzida, a limpeza do pó pelo vácuo, e construindo-se a rede dos canos necessários para a atividade. Para a distribuição dos volumes de documentos pelas prateleiras foram construídas escadas do tipo especial, em ferro e madeira, que deslizam sobre corrediças, a fim de facilitar o trabalho em virtude da altura das prateleiras, sendo utilizadas até hoje.